sexta-feira, 15 de abril de 2011

Utopia

Gosto de ti, amor, perdidamente
Gosto de ti para além da própria vida
E sei que vou gostar eternamente
Que queres, meu amor? Estou perdida…

Imersa numa noite permanente
Profunda utopia dolorida
E sei que assim morro, consciente,
Que sou, até de Deus, a esquecida

Coração, vagabundo do passado,
Pulsa dentro de mim imaculado,
Vencida, a alma em sangue a soluçar

E se à noite eu entregar meu pranto,
As estrelas brilhantes do seu manto
Serão lágrimas, amor, a cintilar

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