Olho para dentro de mim
Em dias de desespero
Só vejo formas sem fim
Difusas, da cor do medo
E não entendo o que vejo
nas alamedas de bruma
Tudo parece não ser,
Já não é coisa nenhuma.
Solitária, indefinida,
Visionária, transcendente,
Com passos lentos de dor
Anda-me a alma perdida
No nevoeiro silente
desta floresta sem cor
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