Neste cais,
sem partidas nem chegadas,
povoado de fantasmas
e de veleiros
feitos de nevoeiro
denso…
Neste cais,
porto de ausências,
onde as amarras
são medos,
remorsos,
incertezas,
perdidos da rota,
vencidos
pelo tempo…
Neste cais,
Só tu existes
e persistes
no temor
de não saber,
se o destino
te trouxe a dor,
ou te roubou o Ser
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