De imensidão azul e de basalto
está meu corpo cingindo o horizonte,
nos olhos a pura água de uma fonte,
no peito um coração em sobressalto.
Embriagada de dor, grito bem alto
contra a força telúrica deste monte,
árido, seco, sem rios e sem ponte,
ermos caminhos onde sempre falto
A minha boca sedenta dos teus beijos
é somente mais um vazio ninho
de ave que morreu, enferma de desejos
E a minha alma de rastos pelo chão
vai segredando às pedras do caminho
sabem qual o meu nome? Solidão!
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