Perdi-me
a procurar dentro de mim
um verso
que tivesse início e fim
mas, quando percebi
estava longe,
na esquina da solidão,
onde o poema se esconde
nas frases que não escolhi,
no fundo do coração.
Aqui, o tempo, áspero e rude
(feito de horas paradas,
de silêncio, de ilusão,
de dolorosa inquietude)
aguarda que nasça o dia.
E quando isso acontece,
rasgo a meio as madrugadas
e o poema amanhece!
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