Por
vezes,
a noite fica inquieta
como
se esperasse alguém,
talvez
uma ave em alerta
gritando
alto a dor de quem
sabe
que o grito liberta
Por
vezes,
há
no sossego da noite
uma
certeza, uma prece,
e uma sombra que acoita
aquele
que d’amores padece
e a ser feliz não se afoita
Por
vezes,
a
alma insana vagueia
por
entre rendas e folhos,
perde-se,
e apenas tateia…
porque
se abrir os olhos
pode
enredar-se na teia
Por vezes,
as ondas do teu cabelo
Por vezes,
as ondas do teu cabelo
são
um mar de navegar,
perigoso, mas tão belo
perigoso, mas tão belo
como nuvens que ao luar
fazem secreto novelo...
E às vezes
nesta deambulação
pela noite, pelo mar,
A maior fascinação
é ainda o teu olhar
cor da rocha, furacão
que me leva a naufragar!
fazem secreto novelo...
E às vezes
nesta deambulação
pela noite, pelo mar,
A maior fascinação
é ainda o teu olhar
cor da rocha, furacão
que me leva a naufragar!
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