Na contraluz do espelho,
diz quem o meu sonho viu,
só existe o côncavo gesto
que a memória do tempo consumiu,
e a poeira dos passos
de quem há muito partiu.
Menina de olhar triste
cabelos aos caracóis
sonha castelos, espaços...
mãos vazias, mãos em riste
em busca doutros heróis
e de convexos abraços.
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