Tarde
de Outono!
Silêncio…
Deixa-te
ficar sentada
nos
degraus carcomidos
da
memória.
Espera
a noite...
e espreita p'la janela
aberta do passado,
desta
casa velha
com história.
Depois,
entra,
e
pousa demorado olhar
sobre os retratos velhos
sobre os retratos velhos
sem
moldura,
nem
dedicatória.
Vês aquele
espelho baço?
Foi a fiel sentinela,
de
sonhos adiados
e de
batalhas perdidas
sem
glória...
Silêncio!
Não
contes a ninguém
que aqui
dentro viveu,
em
tempos idos,
uma
menina de olhos como astros
Escuta
a voz (serão gemidos?)
da
alma dos poemas,
outrora
escritos
em pedras
da cor
dos
alabastros
E
sonha,
com a
fronte encostada
no postigo,
que a
menina não morreu
e está
contigo.

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