Que fazemos do tempo
onde escrevemos nossa história?
Vivemos exilados e ausentes
quando mergulhamos na memória
dos sonhos, reais ou diverdentes
Nostalgia num tempo de saudade
fieis a cada momento respirado
ficamos imóveis e distantes,
lembrando a "sem-razão" da mocidade
em que sorvemos, deleitados, seus instantes.
E quando da vida eu já estiver perdida
e a Terra uma e outra vez tenha girado,
falar-se-á doutro tempo suspirado...
ou do futuro, ainda sem rosto e sem reverso,
onde o tempo sem tempo marca a vida
e os astros se condensam num só verso
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