Estás
morta!
Quem te
matou não importa
Estás
morta!
Em
tempos, homens caçaram-te.
Alguns
p’ra sobreviver
E outros
para vender
O teu
corpo e os teus dentes.
Mas
outros homens vieram
E disseram:
Nunca
mais!
Todos
ficamos contentes
Mas também
inconscientes
Deitamos
ao mar, plástico,
latas,
lixo, detergentes…
e tu
não reconheceste
a
maldade que fizemos
ao
teu mar!
Viste,
mas logo pensaste:
Homens
bons que me salvaram
Não vão
voltar a matar
E
comeste!
Adeus
baleia formosa
Criação
da natureza
Que no
estertor da agonia
Nos disseste:
Tem
cuidado, homem, que um dia
É de
plástico o teu mar!
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